Ao lado do Paço Episcopal, no bairro de São Sebastião, erguia-se a Sé Catedral. Templo de grandes dimensões, a 25 metros acima do nível do mar, dominava a cidade com sua presença. A sua construção iniciou-se em 1556, por iniciativa de D. Frei Francisco da Cruz, terceiro bispo de Cabo Verde, tendo as obras sido interrompidas quando as paredes se encontravam a meia altura. Apenas mais de um século depois, com o bispo D. Frei Vitoriano Portuense, os trabalhos foram retomados, para serem concluídos por volta de 1700.

Em meados do século XVII foi fundado, a meia encosta, o Convento de São Francisco, de entre cujas ruínas sobressai, hoje restaurada, a respectiva igreja.

Foi capital até 1769, quando, devido às melhores do porto e à temida insalubridade da Ribeira Grande, esta função foi transferida para a Praia de Santa Maria – atualmente Cidade da Praia.[3]

A partir de então entrou em decadência e progressiva ruína, perdendo-se a quase totalidade dos edifícios civis, religiosos e militares. No século XX, com a chegada de populações vindas do interior, sobre as fundações dos desaparecidos edifícios, surgiram habitações simples, em alvenaria de pedra e cobertura em folhas de coqueiro, com o reaproveitamento de cantarias dos antigos monumentos.

Em 2000, sob a coordenação do arquiteto Álvaro Siza, foi iniciado um trabalho de preparação do dossier de candidatura da cidade a Patrimônio Mundial da UNESCO. O dossier foi apresentado à UNESCO, em 31 de janeiro de 2008.

Forte Real de São Filipe, que domina a cidade a 120 metros de altura, foi erguido em 1590 para defesa contra oS ataques de piratas e corsários.

O Convento de São Francisco foi erguido em meados do século XVII, tendo servido como local de culto e de formação. Foi saqueado e danificado no assalto de piratas em 1712


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